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O antigo governante explicou que “a Segurança Social não tem um défice”, mas sim a Caixa Geral de Aposentações e que este saldo negativo “resulta do facto de, durante anos, o Estado não ter utilizado as contribuições dos funcionários públicos para capitalizar” e de as ter usado como uma despesa normal.
O ex-ministro do Ambiente e Ação Climática Duarte Cordeiro esteve no NOW esta terça-feira e falou sobre o relatório para a reforma da Segurança Social que dá conta que o sistema de pensões regista défice de quase dois mil milhões de euros em 2025.
O antigo governante explicou que “a Segurança Social não tem um défice”, mas sim a Caixa Geral de Aposentações e que este saldo negativo “resulta do facto de, durante anos, o Estado não ter utilizado as contribuições dos funcionários públicos para capitalizar” e de as ter usado como uma despesa normal.
“O Estado tem uma dívida consigo próprio. Utilizou o dinheiro das contribuições, onde não devia ter usado e agora tem de emitir dívida para pagar esse défice”, acrescentou.
Duarte Cordeiro realçou ainda que Portugal “não tem nenhum problema” em pagar esse défice com a dívida, “porque temos uma trajetória descendente da dívida pública”.
“Os vários governos nos últimos anos têm feito um enorme esforço para reduzir a dívida pública. O Conselho das Finanças Públicas já fala da possibilidade de chegarmos a 81% da dívida, em termos do PIB, em 2030”, explicou.
Assim, o antigo ministro concluiu que “quando o grupo de trabalho fala do tema do défice [...] é uma opção do grupo de trabalho, porque a Segurança Social não tem nenhum défice neste momento. Tem um excedente”.

